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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Passo a passo para a autoavaliação do professor



Antes de guardar os cadernos, fechar os armários e [aproveitar as festas]*, há uma última tarefa que o professor precisa cumprir para garantir a qualidade do seu trabalho: a autoavaliação. Nesse momento, vale fazer um balanço geral dos meses que se passaram, entender o que teve bons resultados, o que falhou e em que pontos melhorar.

A autoavaliação não caminha sozinha: muitas escolas combinam questionários da gestão, dos professores, dos pais e mesmo dos alunos (prática mais comum quando se tratam de crianças maiores) para abranger um cenário mais amplo do que ocorreu no ano letivo. Essa relação entre diferentes opiniões explicita problemas de relacionamento, comunicação, ensino, organização ou administração que, de outra forma, passariam despercebidos e abrem espaço para o diálogo entre setores: como um pode contribuir com o outro?


Porém, ainda que essa não seja uma prática comum na instituição em que você trabalha, é interessante reservar alguns minutos para fazer o exercício por conta própria. Essa é a melhor maneira de reorientar suas práticas pedagógicas com intencionalidade no futuro. Mas cuidado – essa não é uma atividade que deva ser feita às pressas, de qualquer jeito. Aqui vão algumas dicas para tornar o trabalho mais fácil:

Divida a autoavaliação por áreas

A autoavaliação deve ser feita com tempo e concentração - e, de preferência, por escrito (foto: The New Daily)
A autoavaliação deve ser feita com tempo e concentração – 
e, de preferência, por escrito (foto: The New Daily)


Educadores sugerem que a autoavaliação seja realizada por áreas, ao invés de se criar uma única pesquisa com dezenas de perguntas. Questionários muito longos são exaustivos e há grandes chances de que, ao chegar na última questão, o professor já esteja cansado demais para responder com calma e profundidade.


Cada profissional pode definir tópicos de acordo com sua rotina e ambiente. Podem estar entre eles: 
Planejamento de atividades e projetos; 
Organização de materiais e da sala de aula; 
Postura em sala de aula; 
Relacionamento com outros funcionários; 
Iniciativa, criatividade e originalidade; 
Relação com as famílias das crianças; 
Materiais produzidos, avaliações e devolutivas e como elas foram úteis ao aprendizado da turma; 
Resolução de conflitos. 

Escolha um modelo de avaliação 
Para ser capaz de olhar atentamente para os resultados do ano que passou, o mais indicado é que a autoavaliação seja feita por escrito. Você pode elaborar perguntas cujas respostas sejam “sempre”, “às vezes” ou “nunca”; “bom”, “regular” ou “ruim”; ou ainda que usem escalas numéricas (1, para péssimo, até 10, para excelente). Por exemplo: 
1. Este ano eu soube lidar com brigas e conflitos entre as crianças com calma e fui justa nas minhas reações: ( ) Sempre ( ) Na maioria das vezes ( ) Raramente ( ) Nunca.

Uma alternativa é a produção textual, que permite uma reflexão mais profunda e a descrição de momentos específicos que ilustrem os pontos ressaltados.

Liste projetos, atividades e momentos marcantes do ano

...

Trace um plano para o próximo ano
Agora que você identificou sucessos, fracassos e pontos de melhoria, sente-se e escreva suas metas para o ano seguinte. Um por um, enfrente cada problema e estabeleça uma solução. Identifique quais são as mudanças prioritárias, que merecem mais atenção – você pode até mesmo colocar prazos e objetivos para acompanhar seu aprendizado, como faz com as crianças. 

Pode acontecer de os problemas apontados dependerem não apenas do professor; a decisão de levar as crianças para mais estudos de campo em parques, museus ou teatros, por exemplo, precisa do aval da coordenação pedagógica. Nessa situação, leve sua autoavaliação para a escola e discuta-a com seus superiores, explicando as necessidades que você observou. 

Aproveite a reflexão para pensar ainda em seu trajeto profissional: está na hora de buscar novos cursos e capacitações? Você está investindo o suficiente em sua carreira? Liste suas necessidades e limitações (preços, horários, local) e pesquise novos projetos para o ano seguinte. 

Acompanhe seu progresso 
A autoavaliação não precisa ser reservada para o final do ano. Nos próximos meses, retorne às metas que definiu e acompanhe seu progresso. Que tal ter um diário em que, a cada semana, você registra o que aprendeu? Quanto mais frequente for sua reflexão, mais rápida e eficiente será a reorientação e melhores os resultados! 


Ler artigo completo AQUI

* No original - correr para a praia

NOTA: Este género de avaliação pode valer também para uma avaliação de um ano civil. Uma vez que estamos no final de 2015 poderemos avaliar a nossa "performance" utilizando alguns dos pontos que este artigo apresenta, fazendo as devidas adaptações, claro!. Boa avaliação!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os pais perfeitos por Daniel Sampaio



  Os pais perfeitos 


Crónica de Daniel Sampaio publicado no Público de 7 de dezembro de 2014. 

Os pais perfeitos não têm dúvidas. Perante qualquer dificuldade ou dúvida dos seus filhos, respondem com convicção absoluta e indicam, sem hesitação, o caminho a seguir. Não admitem o erro e se, por acaso, o resultado da sua determinação não conduz a um bom desfecho, culpam os filhos ou a sociedade do insucesso. Na escola, contestam os professores, com a afirmação de que a responsabilidade da educação pertence à família, a escola apenas tem de ensinar e não perder tempo com assuntos laterais. Quando são chamados a dar opinião em qualquer contexto, aparecem cheios de certezas, num mundo à sua volta dominado pela incerteza. Muitas vezes juntam-se a outros pais com convicções semelhantes, participando em associações que veiculam “os melhores valores”, o tradicionalismo na esfera educativa e as posições mais conservadoras no domínio dos costumes. Em público, sentem-se atingidos sempre que se põe em causa o seu edifício educativo, pois só eles sabem o melhor para os seus filhos e para os seus jovens amigos. 

Ler todo o artigo AQUI


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O desperdício humano das escolas contamina a democracia





ARTIGO DO PÚBLICO de 09/10/2014, ASSINADO POR JOAQUIM AZEVEDO 


A escola gera todos os anos um caudal de desperdício humano que perverte os seus melhores ideais e que contamina gravemente a sociedade portuguesa.



A democracia e a liberdade permitiram, com forte investimento público de todos os portugueses, escolarizar toda a população jovem. E esse é um ganho notável que nunca devemos deixar de celebrar. Mas, é preciso olhar com mais atenção e espírito crítico para as “conquistas educativas da democracia”, pois elas comportam uma face oculta e menos digna e, hoje, é sobre ela que quero falar. Existem os herdeiros e existem os deserdados e nem só dos herdeiros deve versar a história que estamos a fazer, aqui e agora.


Acontece que a educação escolar é isso mesmo, uma construção social, um fruto de certas opções culturais e de uma série histórica de decisões políticas. É verdade que se trata de uma construção cultural poderosa e democrática, mas, ao mesmo tempo, é uma construção social frágil e injusta.


LER ARTIGO COMPLETO AQUI

Como a escola influencia na saúde do seu filho


texto do site http://revistacrescer.globo.com   29 de setembro de 2014.

imagem não exibida




Por Malu Echeverria


Lucas, 4 Anos, costumava chegar do colégio sempre limpo. A mãe, que andava descontente com a instituição, achou que esse era mais um sinal para trocá-la, no ano passado. Hoje, o menino, que estuda em período integral, volta para casa imundo e exausto, o que prova que está movimentando mais o corpo e gastando energia. “Costuma até tirar um cochilo antes do jantar”, conta, satisfeita, a mãe, a funcionária pública Adevanir Tiago, 47 Anos. Lucas também aprendeu a comer de tudo e sozinho, segundo ela, graças à influência dos novos colegas e dos professores. Mas não foi um aprendizado apenas para menino – ela também soube tirar proveito das lições de nutrição. “Confesso que acabava dando a comida na boca dele, para ganhar tempo e evitar bagunça, prática que também era adotada onde ele estudava anteriormente. agora, sei que devo deixá-lo à vontade e, por causa disso, ele se alimenta melhor”, afirma.



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Confissões.





Artigo do i de 13 de Setembro de 2013.





Por Kátia Catulo

Em vésperas de regressarem às escolas, o i desafiou quatro professores dos ensinos básico e secundário a eleger um aluno que os tivesse marcado. Um só aluno em 20 ou 30 anos de aulas? Ficaram aflitos. Renegociaram as condições e, em alguns casos, escreveram lençóis de textos emotivos que tiveram de ser cortados com frieza. Ficam aqui as histórias resumidas de crianças e adolescentes que não só aprenderam nas salas de aula, como também deram lições que os professores vão lembrar para sempre.
 
 
  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Física no dia-a-dia na escola

Porque a ciência faz parte da nossa vida


A Física no dia-a-dia é uma exposição produzida pelo Pavilhão do Conhecimento, baseada na obra “A Física no dia-a-dia”, de Rómulo de Carvalho. Esta versão, inaugurada em Novembro de 2011, esteve patente ao público até Setembro de 2012, onde recebeu milhares de visitantes, iniciando agora uma itinerância internacional. Surpreendente pela sua simplicidade, a exposição está organizada por divisões de uma casa – quarto, sala, escritório, cozinha e jardim. Utilizando objetos do quotidiano, explicam-se vários princípios básicos da Física Clássica, trazendo uma nova visão do mundo que nos rodeia. As atividades oferecidas utilizam materiais simples, como clipes e pregos, espelhos e relógios, chaleiras e balanças de cozinha, etc.

O Programa O Mundo na Escola está a levar a cabo um programa de itinerância de uma versão adaptada desta exposição, em colaboração com o Pavilhão do Conhecimento. A adaptação foi realizada sob a orientação cientifica dos físicos Pedro Brogueira e Filipe Mendes professores do Instituto Superior Técnico (IST), criando uma versão mais reduzida, “A Física no dia-a-dia, na escola”, especialmente concebida para ser exibida dentro das escolas.



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A Saúde Mental na Escola


A Saúde Mental na Escola


Poewr Point de apresentação no I Encontro de Promoção de Saúde Mental na Freguesia de Amora, em 23 de janeiro de 2013
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Escola para todos ou para alguns?

Artigo de Luísa Lobão Moniz, Mestre em Educação Intercultural – SOS-Criança /Instituto de Apoio à Criança, no JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias de 17 de Outubro de 2012.



Artigo retirado de Criança a torto e a Direitos.



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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Apresentação do livro Plano Bullying : Como Apagar o Bullying da Escola




11 de Outubro de 2012, 21.30 h - Auditório da Biblioteca Municipal de Beja. 

Trata-se de uma publicação que, para além de uma forte componente teórica, inclui ainda um CD com cerca de 100 materiais ....

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

CASTIGOS AOS ALUNOS E MULTAS AOS PAIS. É ...

CASTIGOS AOS ALUNOS E MULTAS AOS PAIS. É facilitismo, não basta
É conhecido o novo Estatuto do Aluno e da Ética Escolar. Uma pequeníssima nota para a referência à ética, curiosa, vinda da 5 de Outubro. Tal como a imprensa tem vindo a sublinhar, o MEC encara as que...

Atenta Inquietude: A ESCOLA PODE CONTER CASTIGOS MAS NÃO PODE SER UM ...

A ESCOLA PODE CONTER CASTIGOS MAS NÃO PODE SER UM ...:

No Calendário Escolar definido pelo MEC consta a possibilidade de que alunos do 4º ano em risco de insucesso prolonguem as suas aulas por ...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tarefas a favor da comunidade para os alunos faltosos



Notícia do Público de 31 de Maio de 2012. Retirada de Crianças a torto e a Direitos
Por Clara Viana
Os planos individuais de trabalho destinado aos alunos faltosos vão ser substituídos por tarefas a favor da comunidade. E aos pais com filhos com excesso de faltas podem ser reduzidos apoios sociais ou aplicadas multas.
Em vez de a escola preparar planos individuais de trabalho para os estudantes que têm demasiadas faltas, o Ministério da Educação e Ciência defende que essas crianças e jovens façam trabalho a favor da comunidade, entre outras iniciativas, anunciou Nuno Crato, o ministro que tutela a Educação, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, depois da aprovação do novo Estatuto do Aluno.
Quanto à responsabilização anunciada dos encarregados de educação pela falta de assiduidade dos filhos esta passará pela promoção de uma “forte censura social”, indicou o secretário de Estado do Ensino e da Administração Educativa, João Casanova de Almeida. Ao princípio da noite, o Ministério da Educação e Ciência adiantou em comunicado que esta “censura” pode levar “à redução de apoios sociais à família ou a contra-ordenações”, conforme fora já antecipado em Dezembro pelo PÚBLICO. As multas aos pais nesta situação estão já previstas no Estatuto do Aluno em vigor nos Açores.
No comunicado do MEC acrescenta-se que, “no caso de se tratar de pais ou encarregados de educação de alunos apoiados pela Acção Social Escolar, a contra-ordenação é substituída pela privação do direito a apoio relativamente a manuais escolares”. Os pais poderão ser também sujeitos a “programas de educação parental” por decisão das comissões de protecção de menores ou do Ministério Público.
O novo diploma, que segue agora para o Parlamento para debate e aprovação ( só será divulgado publicamente quando for remetido para a Assembleia da República), mudou de nome e intitula-se Estatuto do Aluno e Ética Escolar.
Segundo Nuno Crato, esta alteração deve-se ao facto de o novo estatuto não pretender ser apenas uma explicitação dos deveres dos alunos, mas sim visar a sua integração numa ética da escola.
Sobre o fim dos Planos Individuais de Trabalho (PIT), introduzidos por Isabel Alçada e que substituíram as provas de recuperação lançadas por Maria de Lurdes Rodrigues, o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida esclareceu que estes eram “essencialmente burocráticos” e que “a maioria não era cumprida”, Representavam “um sobrecarga sobre os professores, com resultados muito diminutos”, frisou.
Casanova de Almeida acrescentou que, com o novo estatuto, competirá às escolas “escolher a melhor forma de integrar” os alunos com excesso de faltas. No entanto, em caso persistente de absentismo, as escolas serão obrigadas a assinalar estes alunos junto das comissões de protecção de menores e jovens. Esta obrigação já existe, mas segundo o secretário de Estado passará a existir agora um “cuidado diferente na articulação com as comissões de protecção” através de “meios humanos” que vão ser disponibilizados pelo ministério.
Penas agravadas
Os alunos que forem suspensos por mais de cinco dias também terão de ser sinalizados junto das comissões. Mas no geral, segundo Crato, serão os Conselhos Gerais dos agrupamentos – os órgãos onde estão representados professores, auxiliares, pais e autarquias – que definirão as medidas disciplinares a aplicar aos alunos. Entre os deveres dos alunos fixados no novo estatuto figurará a obrigação da reparação de danos causados na escola.
Na sequência da aprovação do novo estatuto pela Assembleia da República, o Código Penal será alterado de modo a prever um agravamento em um terço das penas previstas para crimes contra a pessoa e o património ocorridos nas escolas ou relacionados com estas, esclareceu o secretário e Estado da Presidência do Conselho e Ministros, marques Guedes.
Entre os deveres dos estudantes figura também a proibição de difundir imagens e/ou sons captados sem autorização e a obrigação de respeitar todos os elementos” da comunidade escolar. O novo estatuto recupera também a possibilidade de os alunos serem excluídos, conforme o PÚBLICO já adiantara, mas esta medida só se poderá aplicar a jovens com mais de 18 anos, uma vez que até essa idade são abrangidos pela escolaridade obrigatória.
Matrizes curriculares
No Conselho e Ministros de hoje foram aprovados ainda os diplomas sobre a revisão curricular e o regime de matrícula e de frequência no âmbito da escolaridade obrigatória até aos 18 anos. Os diplomas vão ainda sofrer algumas alterações, pelo que não serão para já divulgados. Questionado pelos jornalistas, Crato insistiu que “não está prevista nenhuma redução de tempo” por comparação à proposta de revisão curricular que foi apresentada em Março, no final de um período de consulta pública.
As novas matrizes, divulgadas na semana passada pelo ministério, estão a criar confusão nas escolas, com muitos professores a denunciar que se traduzem num corte do tempo destinado às suas disciplinas, críticas que têm sido sobretudo feitas pelos docentes de Educação Física.
”Se as aulas de 45 minutos forem mantidas tudo se passará como foi apresentado em Março”, insistiu Crato. Em vez de calcular os tempos lectivos em blocos de 45 e 90 minutos, como até agora, o ministério, que vai dar autonomia às escolas para fixarem os tempos das aulas, apresentou o total de minutos semanal para cada disciplina, o que está a contribuir para a confusão gerada nas escolas. Crato indicou que as direcções regionais de educação irão reunir com directores de todo o país para explicarem o novo modelo.
Novo tipo de matrículas
Quanto ao novo regime de matrícula, o ministro indicou que vão ser implementadas “várias modalidades”, entre elas a matrícula no secundário regular, no profissional e por disciplina, de modo a “conciliar o estudo com algum trabalho” fora da escola.
Marques Guedes acrescentou que vão ser feitas alterações pontuais ao Código de Trabalho de modo a adaptá-lo ao novo limite da escolaridade obrigatória. A idade legal de início do trabalho é de 16 anos, e vai manter-se, mas serão alteradas as disposições que obrigam os empregadores a só contratar os jovens que, com esta idade, tenham concluído a escolaridade obrigatória, acrescentou.
Notícia actualizada às 19h47: Acrescenta informação sobre penas previstas para os pais